domingo, 5 de maio de 2019

Novo projeto pretende limpar o ar de Londres com algas e plantas microscópicas


Londres é uma das cidades com o ar mais poluído do mundo. Em 2017, os níveis de poluição da capital inglesa superaram os de Pequim, na China. A situação é tão má que a foram implementada uma das leis mais restritivas do mundo anti poluição, proibindo a circulação de veículos antigos e poluentes na cidade.
Foi também implementada uma outra medida que desperta a atenção pela simplicidade e eficácia. Londres testará o primeiro “BioSolar Leaf” do mundo (Folha BioSolar), tecnologia que utiliza a fotossíntese de plantas microscópicas para purificar o ar, removendo os gases do efeito estufa enquanto gera oxigênio respirável.


Photo Futurism

Avanço no caminho para limpar o ar da China



A iniciativa tem origem numa parceria entre o Imperial College London a startup Arborea. A Arborea desenvolveu um sistema de cultivo inovador que facilita o crescimento de plantas minúsculas, como microalgas, diatomáceas e fitoplâncton, em grandes estruturas semelhantes a painéis solares. Estes podem então ser instalados em terrenos, edifícios e outros lugares para melhorar a qualidade do ar.





A equipa diz que o sistema de cultivo da Arborea pode remover o dióxido de carbono e produzir oxigênio respirável com uma taxa equivalente a cem árvores a partir de um painel que ocupa a área de apenas uma única árvore. O sistema também produz uma fonte sustentável de biomassa orgânica da qual a Arborea extrai aditivos alimentares nutritivos para produtos alimentícios à base de plantas.
A Arborea foi fundada pelo ex-aluno do Imperial College London Julian Melchiorri, que completou dois mestrados em Engenharia de Projetos de Inovação em 2014, um curso administrado em conjunto pelo Imperial College London e o Royal College of Art. Em 2017, uma estrutura viva e geradora de oxigénio, criada por Melchiorri, que purifica o ar em ambientes fechados usando microalgas, chamada “Lustre Biônico”, tornou-se parte da coleção permanente do Museu Victoria And Albert, na capital inglesa.


Segundo matéria publicada no site da Universidade, o Imperial College fará parceria com a Arborea “como parte de seu compromisso para mitigar o impacto ambiental de seu desenvolvimento em White City (distrito de Londres onde o BioSolar Leaf será instalado). O Colégio fornecerá à empresa financiamento para facilitar o desenvolvimento de um projeto piloto ao ar livre do seu sistema de cultivo BioSolar Leaf no White Park Campus South da Imperial City”, explica o texto.
“Estamos orgulhosos por fazer parte desta inovação a nível mundial, que está florescendo em White City e entusiasmados com esta nova colaboração com a Imperial.

Costa do Atlântica dos EUA ameaçada pelo aumento do nível do mar

 Nas cidades modernas em constante crescimento, a cooperação entre start-ups, instituições acadêmicas e órgãos governamentais é fundamental para possibilitar e acelerar a inovação sustentável que beneficia tanto a sociedade como o meio ambiente. Quando fundei o Arborea, meu objetivo era enfrentar as mudanças climáticas, abordando as questões críticas relacionadas ao sistema alimentar. Este projeto piloto produzirá aditivos alimentares saudáveis ​​e sustentáveis ​​enquanto purifica o ar, produz oxigênio e remove dióxido de carbono da atmosfera circundante. Ele proporcionará a oportunidade de aproveitar totalmente a ação dupla BioSolar Leaf da Arborea em condições reais de operação e ajudar a libertar todo o potencial da tecnologia”, anima-se Melchiorri.


Photo Goodnewsnetwork

A quantidade de plásticos nos oceanos duplicará até 2050


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 4,2 milhões de pessoas morrem por ano devido á poluição do ar, e 91% da população mundial vive em lugares que excedem os limites das diretrizes da OMS, o que faz da poluição do ar a maior causa de morte no mundo, segundo um novo índice global de qualidade do ar revelado no ano passado.



“A poluição do ar é um dos desafios mais urgentes de Londres, e a Imperial está comprometida em encontrar soluções sustentáveis ​​e resilientes para essa ameaça. Esta colaboração com a Arborea é uma oportunidade excecional para mostrar o potencial da Cleantech no nosso Campus White City. Estamos apresentando soluções sustentáveis ​​que têm a vantagem de melhorar os resultados ambientais no oeste de Londres, em todo o Reino Unido e em todo o mundo”, acredita Neil Alford, professor do Imperial College London.

Coreia do Sul e China usam chuva artificial para 'lavar' poluição do ar



Onde param os plásticos oceânicos "desaparecidos"






Os painéis solares fotovoltaicos em forma de telha são o futuro


Os painéis solares fotovoltaicos em forma de telha, muitas vezes mencionados como telhas solares, são o futuro.
Este tipo de painéis solares é visto como uma alternativa estética aos painéis solares tradicionais, pois deixamos de ter uma estrutura montada no telhado da casa e passamos a ter uma estrutura integrada com as telhas do telhado.
Investir em painéis solares é considerado um investimento sustentável, conseguindo-se obter benefícios, para o ambiente e para a poupança na fatura de energia. Só que há muitas pessoas que não gostam de ver os painéis solares instalados em cima dos telhados, e por isso não fazem este investimento sustentável!

Photo CicloVivo

Cientistas mais perto da fusão nuclear




A solução veio dos fabricantes de painéis solares que se depararam com este ponto negativo. Assim criaram as telhas solares, que são painéis solares com forma de telha! Este tipo de painel solar é possível de integrar no telhado já existente, e garante a manutenção da estética da habitação!
No mercado das energias renováveis existem 2 tipos de telhas solares. São modelos diferentes, com características diferentes, mas que se integram os dois no telhado já existente!
Telhas solares em 4 telhas
A primeira variante das telhas solares é um painel solar com o tamanho de 4 telhas.
Este painel solar é colocado por baixo das telhas solares existentes. Combinam com a forma das telhas do telhado, de modo a que formem um conjunto suave com o resto do telhado.








Photo PortalEnergia

Foi fabricada a maior turbina eólica do mundo



Tem uma única desvantagem, devido à sobreposição dos painéis superiores, há uma pequena faixa de sombra onde a produção de energia não será maximizada. Tirando isso, são uma excelente alternativa aos painéis solares tradicionais!
A outra variante é a telha solar com o painel solar integrado.
É um tipo de painel solar mais compacto, com o formato em tudo idêntico às telhas tradicionais da casa. Com estas telhas solares com painel solar integrado, quase não se dá pela diferença no telhado.
Estas são facilmente integradas no telhado, especialmente em construções novas. As primeiras telhas solares saíram com a mesma cor dos painéis solares, ou seja, tons escuros. Daí que apenas se “integrem”  em telhados escuros.
Mas há projetos e já começaram a ser lançadas telhas solares em outras tonalidades (nomeadamente o tom castanho tradicional das telhas).






Photo PortalEnergia


Células solares produzem eletricidade sem sol



A grande vantagem em optarmos por telhas solares é a aparência estética. Como as telhas solares são mais pequenas e leves, não há necessidade de alterações na construção do telhado.
Podem ser ligadas diretamente aos inversores normais, tal como os painéis solares.
Têm um prazo de vida útil de 20 a 30 anos.
Desvantagens das telhas solares
Por serem pequenas, são usadas mais telhas solares para cobrir a mesma área de um painel solar. Assim, é necessário recorrer a mais materiais de ligação. Cada telha solar precisa do seu ligador ao inversor; o que faz com que o investimento seja mais elevado.
O custo de aquisição de uma telha solar é praticamente o dobro do custo de um painel solar. Sendo que esse custo apenas é ultrapassado pelo facto de se necessitarmos de substituir telhas no telhado, podemos fazer por este tipo de telhas e ter um telhado amigo do ambiente.



O que aconteceria se deixassemos de usar o petroleo

Grandes camiões da Nikola Motor movidos a hidrogénio

Como o hidrogenio modificou estas ilhas escocesas


Fonte//PortalEnergia


                



sábado, 4 de maio de 2019

Dispositivo permite recolher cobalto do mar para as baterias dos elétricos


Atualmente, a maioria das baterias para veículos elétricos é baseada em cobalto, um elemento proveniente de minas que frequentemente recorrem trabalho infantil e outras práticas antiéticas.
 Agora, uma equipe de engenheiros do MIT diz que encontrou uma alternativa, de acordo com a New Scientist, usando um aparelho com o formato de bola de praia pendurado em plataformas de petróleo oceânicas desativadas, é possível absorver cobalto suficiente para construir centenas de milhares de baterias para carros elétricos.


A pesquisa da equipa, publicada no periódico Renewable and Sustainable Energy Reviews , descreve como o mundo poderá enfrentar uma escassez de cobalto logo no início de 2020, um problema logístico que poderia prejudicar o emergente movimento de veículos elétricos.




Como há 70 vezes mais cobalto nos oceanos do que em terra, apenas 76 plataformas de petróleo do Golfo do México equipadas com dispositivos de absorção de cobalto poderiam absorver o suficiente para compensar um quarto do cobalto usado na fabricação de baterias em 2017, revela o estudo.
A nova técnica, embora cientificamente viável, tem ainda custos enormes para conseguir ser rentável a nível comercial, informa a New Scientist.
Mas pode ser possível reduzir os custos, com mais investigação e recorrendo a materiais reciclados que o poderia tornar a perspetiva financeiramente viável.

O conceito "carro do futuro" quase no presente da China


Bateria de metanol permite mesma autonomia dos carros a combustão


Grandes camiões da Nikola Motor movidos a hidrogénio


Fonte//Futurism




sexta-feira, 3 de maio de 2019

Todos os dias 17 meteoros atingem a Terra


Todos os anos, a Terra é atingida por cerca de 6100 meteoros o suficientemente grandes para atingir ao solo, ou cerca de 17 por dia, revelaram pesquisas.
A grande maioria passa despercebida, e ocorre em áreas desabitadas. Mas várias vezes por ano, atingem a Terra em lugares onde despertam mais atenção.
Há três meses atrás, por exemplo, um pequeno asteroide provavelmente do tamanho de um automóvel, atravessou o céu ao meio-dia e explodiu a oeste de Cuba, fazer cair pequenos fragmentos sobre a cidade de Viñales, com algumas a cair nos telhados.
Ninguém ficou ferido, mas foi um aviso que tal como não se deve estar de costas para o mar correndo o risco de ser apanhado por uma onda, também não podemos ignorar os riscos provenientes do espaço.



Photo Pixabay



O que acontecerá se um asteroide atingir a Terra


Para calcular com a frequência com que ocorrem as entradas de meteoros na atmosfera, Gonzalo Tancredi, um astrônomo da Universidade da República em Montevidéu, Uruguai, examinou um banco de dados de relatórios de quedas de meteoros e descobriu que, nos últimos 95 anos as pessoas observaram diretamente uma média de cerca de oito por ano.
Para descobrir quantos outros ocorrem sem ser observados, Tancredo observou que as pessoas ocupam apenas uma pequena fração da superfície da Terra, cerca de 0,44% de sua área terrestre, ou 0,13% de sua área total de superfície.

Isso significa que, para cada impacto que realmente é visto por alguém, outros 770 caem no mar ou num deserto, floresta ou outros locais tão remotos que ninguém vê.
Alguns lugares da Terra são densamente povoados”, diz Tancredi, “mas a maioria dos lugares é muito pouco povoada”.
Tancredi então questionou-se se tais impactos poderiam ocorrer em grupo e se há épocas mais propícias que outras.
Sabemos, que os meteoros mais pequenos, minúsculos demais para chegar ao solo, geralmente acontecem durante chuvas de meteoros, como as Perseidas, os Orionóides e os Gemonids, que encantam os observadores do céu várias vezes por ano.








Poderiam as rochas maiores, com tamanho suficiente para seus fragmentos chegarem á superfície terrestre, estarem também nessas chuvas de meteoros anuais acontecer mais aleatoriamente?
A resposta de Tancredi, relatada recentemente na Conferência de Defesa Planetária da Academia Internacional de Astronáutica ( IAAPDC ) em College Park, Maryland, EUA, é um definitivo não.
"As quedas são aleatórias ao longo do ano", diz ele. "Não há data específica do ano caírem meteoros de maior tamanho”.
Os cientistas afirmam ter mapeado as órbitas da grande maioria dos potenciais asteroides fatais na órbita próxima da Terra.
No entanto, Duncan Steel, um cientista espacial de Wellington, na Nova Zelândia, mas trabalhando para o Centro de Pesquisa NASA-Ames, na Califórnia, disse à IAAPDC que a afirmação era falsa.

"Em termos de meteoros fatais e perigosos só uma muito pequena fração passa perto da Terra”, disse ele, acrescentando que, “a razão é porque um número desconhecido de asteroides potencialmente perigosos não estão nas órbitas próximas da Terra. Em vez disso, eles estão em órbitas alongadas que se estendem até o sistema solar externo e então mergulham de volta na direção da Terra, podendo sim um dia atingir-nos.” “A maioria está nessas órbitas gigantes onde não os encontraremos num período de 20 ou 50 anos”, explica ele.
Dito isso, apenas 66 desses asteroides foram encontrados, e cada um tem apenas uma hipótese entre dois a três mil milhões de atingir o planeta em qualquer das passagens com duração de entre cinco a 20 anos.






Qual a grande ameaça que isso representa, depende do tamanho da população de asteróides”, acrescenta Steel.
Mais difícil calcular são os riscos de uma classe de cometas recém-descoberta conhecida como cometas Manx”, disse Yudish Ramanjooloo, um colega de pós-doutorado em objetos próximos à Terra da Universidade do Havaí, em Honolulu.


Photo Creative Commons


Cientistas afirmam que a humanidade está ameaçada pelos meteoros


Batizados de gatos Manx, estes são cometas tão inativos que não produzem caudas visíveis. De fato, diz Ramanjooloo, sua atividade é de cinco a seis ordens de grandeza inferior à dos cometas típicos.
Tal como os cometas normais, no entanto, mergulham profundamente no sistema solar interior muito além da órbita de Plutão e, possivelmente, perto do limite do espaço interestelar.
Isso significa que quando eles nos alcançam, têm muita com força e velocidade. A ausência da cauda visível também significa que eles são rochosos e densos, com enorme quantidade de energia.
A falta de cauda faz com que seja difícil de deteta-los e se estiverem em rota de colisão somente são detetados um mês antes do impacto.
Pensa-se que talvez tenha sido um desses Manx que explodiu em Viñales, e são os verdadeiros perigos mais imediatos do espaço sideral.

Cientistas afirmam que a humanidade está ameaçada pelos meteoros


Asteroide Apophis vai passar muito perto da terra em 2029


O que pode provocar o fim da humanidade?










quinta-feira, 2 de maio de 2019

O que torna um planeta habitável


Quais das características, que na Terra, foram necessárias para a origem da vida? E como os cientistas identificam esses recursos em outros mundos?
Uma equipa de investigadores dos mais variados ramos variando entre a geoquímica a ciência planetária e astronomia publicou nesta semana um ensaio na Science pedindo à comunidade de investigadores que reconheça a importância vital da dinâmica interior de um planeta na criação de um ambiente hospitaleiro para a vida.


Photo Pixabay

A descoberta de vida extraterrestre parece iminente



Com a atual capacidade de observação astronómica, observar a composição atmosférica de um exo planeta é a primeira maneira de procurar vestígios de vida. No entanto, Anat Shahar de Carnegie, Peter Driscoll, Alycia Weinberger e George Cody argumentam que um quadro verdadeiro da habitabilidade planetária deve considerar como a atmosfera de um planeta está ligada e moldada pelo que acontece na superfície do mesmo.
Por exemplo, na Terra, as placas tectônicas são cruciais para manter as condições de superfície onde a vida pode prosperar. Além do mais, sem o ciclo de troca de material entre superfície e interior, a convecção que impulsiona o campo magnético da Terra não seria possível e sem esse campo magnético, seríamos bombardeados pela radiação cósmica.






"Precisamos entender melhor como a composição e o interior de um planeta influenciam sua habitabilidade, começando pela Terra", disse Shahar. "Isso pode ser usado para encaminhar a busca por exo planetas e sistemas estelares onde a vida pode evoluir, vestígios que poderiam ser detetados pelos telescópios."
Os planetas nascem de um anel rotativo de poeira e gás que envolve uma jovem estrela. Os blocos de construção elementares dos quais os planetas rochosos se formam, silício, magnésio, oxigênio, carbono, ferro e hidrogênio, são universais. Mas a quantidade, o aquecimento e arrefecimento a que estão sujeitos no inico da sua formação afetarão sua química interior e, por sua vez, influenciarão o volume dos oceanos e composição atmosférica.


Photo Pixabay

Astrónomos detetam exoplaneta com potenciais condições de suporte à vida




"Uma das grandes questões que precisamos saber é, se as características geológicas e dinâmicas que tornam nosso planeta habitável podem ser produzidas em planetas com diferentes composições", explicou Driscoll.
Os colegas de Carnegie afirmam que a busca por vida extraterrestre deve se guiar por uma abordagem interdisciplinar que combina observações astronômicas, experiencias de laboratório de condições interiores planetárias, modelagem matemática e simulações.
"Os cientistas da Carnegie são líderes mundiais há muito estabelecidos nos campos da geoquímica, geofísica, ciência planetária, astrobiologia e astronomia", disse Weinberger. "A nossa instituição está perfeitamente posicionada para enfrentar esse desafio interdisciplinar."



Na próxima década, com a nova geração de telescópios, os cientistas começarão a procurar seriamente por bio assinaturas nas atmosferas de exo planetas rochosos. Essas observações devem ser colocadas no contexto de uma compreensão mais ampla de como a composição total e a geoquímica interior de um planeta determinam a evolução de uma superfície estável e temperada onde a vida talvez possa surgir e evoluir.

OVNIs podem ser máquinas do tempo vindas do futuro

Por que não estabelecemos contato com civilizações alienígenas?

O Planeta X está mais perto da Terra do que pensávamos


Fonte//Phys




Cientistas encontram cocaína em camarões nos rios Suffolk


Os cientistas descobriram cocaína em camarões de água doce quando testavam rios para verificar quais os produtos químicos existentes.
 Os investigadores do King's College London, em colaboração com a Universidade de Suffolk, fizeram testes em quinze locais diferentes em Suffolk, tendo descoberto vestígios de cocaína em todas as amostras, tendo também encontrado outras drogas ilícitas, como a cetamina, nos camarões, segundo o relatório.


Photo Steve Glham Creative Commons

Costa do Atlântica dos EUA ameaçada pelo aumento do nível do mar




O professor Nic Bury, da Universidade de Suffolk, disse: "Temos que saber se a presença de cocaína em animais aquáticos é um problema único de Suffolk, ou é mais generalizada no Reino Unido e no exterior, pelo que são necessárias novas pesquisas”. "A saúde ambiental tem atraído muita atenção do público devido aos desafios associados à mudança climática e à poluição por micro plástico. No entanto, o impacto da poluição química 'invisível' (como as drogas) na saúde dos animais selvagens precisa de mais investigado no Reino Unido."




O professor Nic Bury, da Universidade de Suffolk, foi um dos investigadores
O estudo, publicado na Environment International, analisou a exposição de animais selvagens, como o camarão de água doce Gammarus pulex, a diferentes micropoluentes, sendo as amostras recolhidas nos rios Alde, Box, Deben, Gipping e Waveney.
Eles disseram que além da cocaína foram também detetados nos camarões, pesticidas proibidos e produtos farmacêuticos, embora o efeito nos animais é provavelmente baixo, disseram eles.

O Dr. Leon Barron, do King's College London, disse que esta ocorrência ade drogas ilícitas na vida selvagem era surpreendente.
"Poderíamos esperar encontra-las em áreas urbanas como Londres, mas não em bacias rurais”.
A presença de pesticidas que há muito foram proibidos no Reino Unido também representa uma surpresa e um desafio especial, já que as fontes desses pesticidas ainda não foram descobertas.




Os oceanos podem abrigar uma surpresa desagradável



Fonte//BBC



quarta-feira, 1 de maio de 2019

Costa do Atlântica dos EUA ameaçada pelo aumento do nível do mar


Novas pesquisas mostram que 75% da costa do Atlântico, da Carolina do Norte até o centro da Flórida, está altamente vulnerável à erosão e à inundação causada pelas marés, devido ao constante aumento do nível do mar, até 2030, afetando negativamente muitos habitats espécies costeiras.
Os novos dados refletem um aumento de 30 por cento em áreas altamente vulneráveis ​​na região desde 2000, a data de projeções anteriores do Coastal Vulnerability Index do US Geological Survey.
As descobertas vêm de um estudo no The Journal of Wildlife Management , liderado por Betsy von Holle, bióloga da Universidade da Flórida Central.



Photo Pixabay


Nos últimos 30 anos os oceanos tornaram-se mais tempestuosos



Algumas das espécies costeiras em risco incluem tartarugas verdes, espécies ameaçadas que nidificam ao longo da costa e já enfrentam desafios, como um aumento nas doenças infeciosas. Segundo o estudo, o aumento do nível do mar aumentará o risco de erosão em cerca de 50% das áreas de nidificação dessas espécies na próxima década.
"Precisamos saber não apenas quais áreas serão as mais afetadas pelo aumento do nível do mar, mas também aquelas espécies mais vulneráveis ​​a este facto, a fim de descobrir planos de recurso para as espécies costeiras", diz von Holle.

As aves marinhas também irão sofrer, de acordo com o estudo. Espera-se que o habitat de nidificação de aves marinhas ao longo da costa, por exemplo, para a andorinha-do-mar e a terneira tenha aproximadamente 80% e 70% de aumento do risco de erosão e inundação devido à subida do nível do mar até 2030.
Os pelicanos marrons enfrentam um risco um pouco menor, mostrou o estudo, com apenas cerca de 20% de seus habitats de nidificação de alta densidade apresentando maior potencial de inundação e erosão devido à elevação do nível do mar. Isto é possivelmente porque eles nidificam em áreas mais altas, como em ilhas artificiais resultantes de dragagens.






"Estamos surpreendidos que houvesse diferenças tão grandes nas diferentes espécies em termos de sua vulnerabilidade ao aumento do nível do mar", diz von Holle.
"Quando há erosão e inundação durante as estações reprodutivas, tem grandes impactos nas espécies", diz ela. "Muitas das espécies que estudamos são espécies ameaçadas, então saber que o aumento do nível do mar será uma ameaça a certas espécies ajuda a descobrir como priorizar ações de intervenção."
Embora o aumento do nível do mar seja uma ameaça para as espécies costeiras, os especialistas dizem que as estruturas feitas pelo homem, como os paredões e molhes de portos, impedem que a praia se estenda naturalmente para o interior. Sem esses tipos de estruturas, as espécies costeiras e costeiras poderiam se adaptar melhor ao aumento do nível do mar, como faziam no passado.
Para realizar o estudo, os investigadores atualizaram o Índice de Vulnerabilidade Costeira do Serviço Geológico dos EUA para a Baía do Atlântico Sul,uma área que se estende de Cape Hatteras, Carolina do Norte, até Sebastian Inlet em Brevard County, Flórida, usando a projeção de aumento do nível do mar,seguindo dados de várias fontes.



Tartaruga Verde Photo Pixabay


O que pode provocar o fim da humanidade?




A área inclui o Refúgio Nacional da Vida Selvagem de Archie Carr nos condados de Brevard e Indian River, que é um dos mais importantes habitats de nidificação das tartarugas cabeçudas do mundo e a mais importante área de nidificação de tartarugas verdes nos EUA.
Usando os dados atualizados, a área da baía do Atlântico Sul, considerada altamente vulnerável aos efeitos da subida do nível do mar, aumentou de 45% em 2000 para 75% até 2030.

Os investigadores então colocaram os dados geográficos existentes sobre a densidade de nidificação das espécies, nas projeções de vulnerabilidade para determinar a sobreposição entre os locais de nidificação das espécies costeiras e a vulnerabilidade ao aumento do nível do mar até 2030.
Eles analisaram os dados de habitat de 11 animais costeiros, incluindo três espécies de tartarugas marinhas, três espécies de aves costeiras e cinco espécies de aves marinhas.





Além de von Holle, os autores do estudo incluíram Jennifer L. Irish e Nick R. Taylor, da Virginia Tech; Annette Spivy com a Universidade de Maryland; John F. Weishampel, professor do Departamento de Biologia da UCF e reitor associado da Faculdade de Pós-Graduação da UCF; Anne Meylan com a Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida; Matthew H. Godfrey, da Comissão de Recursos da Vida Selvagem da Carolina do Norte; Mark Dodd, do Departamento de Recursos Naturais da Geórgia; Sara H. Schweitzer, da Comissão de Recursos da Vida Selvagem da Carolina do Norte; Tim Keyes com o Departamento de Recursos Naturais da Geórgia; Felicia Sanders com o Departamento de Recursos Naturais da Carolina do Sul; Melissa K. Chaplin com o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA.



Pelicanos Marrons Photo Pixabay


A acidificação dos oceanos "pode ter consequências inimagináveis"



Von Holle recebeu seu doutorado em ecologia e biologia evolutiva pela Universidade do Tennessee-Knoxville.
A pesquisa foi financiada pela Cooperativa de Conservação da Paisagem do Atlântico Sul.



Cerca de 1 milhão de espécies estão em risco de extinçao


Revelado o único método capaz de evitar uma catástrofe climática


Animação mostra como seria a Terra se todo o gelo derretesse

Fonte//ScienceDaily