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quinta-feira, 25 de julho de 2019

Dispositivo remove quase 100% do sal da água do mar usando energia solar


Encontrar formas baratas e práticas de remover o sal da água do mar poderia ajudar potencialmente alguns dos 844 milhões de pessoas em todo o mundo sem acesso regular a água potável. Os cientistas acabaram de encontrar um novo método em nano-escala para fazer exatamente isso.


Photo Monash University

Usando um minúsculo disco feito de papel de filtro super-hidrofílico, revestido com nanotubos de carbono para absorção de luz, a nova técnica funciona apenas com a luz solar, mas é capaz de remover quase 100% do sal no líquido original.
A nova abordagem é baseada num método tradicional. Aquecer a água até evaporar e capturar o vapor, deixando o sal e outras impurezas para trás. Para transformar água em vapor usando energia do nosso Sol, é necessário usar materiais térmicos solares para converter eficientemente essa energia em calor.
Mas se esses materiais ficarem cobertos pelos cristais de sal da água que se evapora, o sistema pode bloquear. O novo método resolve esse problema com sucesso, mantendo uma taxa constante de evaporação da água à medida que os sais são colhidos e removidos do processo, para evitar que eles reduzam a eficiência.




Então, o que temos aqui é um método de dessalinização que é barato, prático e eficaz. Como é alimentado pela luz solar, os dispositivos que usam essa técnica podem ser particularmente úteis em locais sem acesso à eletricidade.
"Os resultados do estudo avançam em direção à aplicação prática da tecnologia de geração de vapor solar, demonstrando grande potencial na dessalinização de água do mar, recuperação de recursos de efluentes e zero descarga líquida", disse o engenheiro químico Xiwang Zhang , da Universidade Monash, na Austrália.
"Esperamos que esta pesquisa possa ser o ponto de partida para futuras pesquisas em formas energeticamente passivas de fornecer água limpa e segura a milhões de pessoas, iluminando o impacto ambiental de resíduos e recuperando recursos de resíduos".




O novo sistema usa um fio de algodão de 1 milímetro (0,04 polegada) de diâmetro para transportar água salgada para o disco de evaporação, onde a água pura é retida e os sais são empurrados para fora em direção às bordas.
Tudo isso é alimentado pela luz do sol e, nos testes, os investigadores mediram a absorção de luz de mais de 94% em todo o espectro solar, por isso, tem bom aproveitamento de qualquer luz solar que esteja disponível.
Como disse Zhang ao New Atlas, o novo dispositivo inovador é capaz de produzir de 6 a 8 litros de água limpa por metro quadrado de superfície por dia. Mas, os cientistas querem aumentar i indice de produção.
Não é a única abordagem interessante de dessalinização que vimos ultimamente; No ano passado, uma equipe dos EUA produziu uma técnica que funciona também a energia solar, baseada em hidrogel, para remover o sal da água do mar, com tanta capacidade de dessalinização que consegue dessalinizar a agua retirada do Mar Morto.



Photo Google Images


O desafio agora é ampliar esses métodos para torná-los práticos, tanto em termos de colocar os sistemas em funcionamento quanto em termos de quantidade de água que eles podem processar.
"O abastecimento de água é o maior desafio que o mundo enfrenta no século 21, especialmente à medida que a população cresce e os efeitos da mudança climática se agravam", diz Zhang . "As comunidades em desenvolvimento e com menos recursos sentem mais os efeitos desses fatores".
 "A utilização de energia solar para tratamento de água tem sido amplamente considerada como uma das soluções sustentáveis ​​para lidar com a escassez de água em algumas comunidades, sem sacrificar o meio ambiente ou os recursos".

Foi encontrada nos EUA a maior reserva de água doce subterrânea do mundo



Fonte//ScienceAlert











quinta-feira, 11 de julho de 2019

Nova tecnologia poderá acabar com a escassez de agua e energia


Um novo e brilhante tipo de tecnologia solar pode fornecer eletricidade e água potável a milhões Trata-se de um dispositivo compacto que usa o calor perdido pelas células fotovoltaicas para purificar a água pode um dia mudar a vida de centenas de milhões de pessoas em todo o mundo.
A nova versão da antiga tecnologia da Universidade de Ciência e Tecnologia King Abdullah, na Arábia Saudita, promete aliviar as crescentes pressões nas nossas grandes ameaças do futuro, a água e a energia.

Photo shansekala/iStock

Lightyear One, o carro solar que todos vão desejar



Esses dois recursos que muitos de nós tomamos como garantidos, são bens escassos a mais de 780 milhões de pessoas em todo o mundo. A falta de água e eletricidade não só coloca as comunidades em risco de doenças através da contaminação, como também dificulta o cultivo, a pecuária ou a manutenção de stocks de alimentos e remédios. Talvez ainda mais importante, é a relação Catch-22 entre a água potável e a eletricidade, que raramente consideramos.
O acesso limitado a água minimamente limpa torna impossível gerar o vapor necessário para produzir energia numa escala apreciável. E sem uma fonte de energia, pode ser mais difícil descontaminar a água. Campos de painéis solares podem levar eletricidade a populações em lugares remotos e secos. Mas limpá-los com água, que é uma boa maneira de mantê-los livres de poeira, não é fácil em locais tão áridos.

Os investigadores perceberam que poderiam resolver os dois problemas criando uma célula fotovoltaica que usa a luz solar como meio de gerar eletricidade e destilar a água. Como era de se esperar, vincular a energia fotovoltaica à descontaminação da água não é novidade. Uma empresa norte-americana, chamada Zero Mass Water, usa energia solar para condensar a água líquida absorvida diretamente da atmosfera, por exemplo.
Para ser útil, no entanto, esses dispositivos precisam ser compactos e acessíveis, deixando muito espaço para melhorias. Os engenheiros deste último dispositivo projetaram uma célula para ser eficiente, duplicando os componentes para destilação sob uma célula fotovoltaica de silício padrão, de uma maneira que não afeta a produção de energia da célula.





Pouco mais de 10% da luz solar captada pela célula fotovoltaica, num dia de sol, vai para a geração de uma corrente elétrica, uma eficiência que não está muito atrás da tecnologia solar convencional. Uma fração da radiação solar restante se transforma em energia térmica, que normalmente seria desperdiçada. Essa energia, é absorvida por uma pilha tipo panqueca de membranas hidrofóbicas ensanduichadas entre os materiais selecionados para auxiliar a evaporação e a condensação.
O calor força a água a transformar-se em vapor, mas, à medida que se condensa, a energia térmica é transmitida para as membranas inferiores, para que o processo se repita, duplicando assim a destilação. Ao empilhar as membranas dessa maneira, os investigadores descobriram que poderiam melhorar os alambiques solares convencionais, produzindo cerca de cinco vezes a quantidade de água potável.

Photo WattsOn

Descoberto material que permite que baterias de lítio se auto regenerem


Foi demonstrado que um único metro quadrado deste dispositivo de destilação de membrana de múltiplos estágios destila mais de 1,6 litros de água do mar por hora, sem comprometer a quantidade de eletricidade produzida pela célula fotovoltaica.
No ano passado, a energia solar foi responsável por mais de 500 gigawatts da eletricidade a nível mundial, podendo este valor vir a duplicar ate 2025. Isso é uma boa notícia, mas para alcançá-lo vamos precisar de cerca de 4 mil milhões de metros quadrados de terra. O próximo passo para a equipa de pesquisa é investigar maneiras de ultrapassar os limites da eficiência e acessibilidade do dispositivo. A interdependência entre energia e água tem tecnologia cara, mas que podem potencialmente resolver os problemas das comunidades necessitadas.





Por exemplo, a dessalinização também tem o potencial de atender grandes populações, mas somente se houver energia disponível. Em 2016, a água do mar contribuiu com 3% da água doce nos países do Oriente Médio, mas consumiu 5% de sua eletricidade para torná-la potável.


O reator nuclear avançado da ThorCon

Hidrogénio, vantagens e desvantagens

Fonte//Nature





domingo, 2 de junho de 2019

Novo e mais eficiente módulo solar de 500W


A LONGi Solar informou esta semana que inventou uma nova técnica de "solda contínua" que poderia ajudar a produzir um módulo solar mais eficiente. Como se sabe, quanto mais células solares podermos compactar num módulo, mais eficiente esse módulo será. 



Photo LONGi Solarrunyon

E quanto mais eficientes forem os módulos, menos são necessários para atingir a potência que se pretende. Usando menos módulos, reduz-se o custo da instalação.
A LONGi afirma que sua "solda contínua" elimina completamente a lacuna entre as células e pode aumentar a eficiência dos módulos fotovoltaicos. De acordo com um teste conduzido pela TÜV SÜD esta semana, a tecnologia, quando combinada com o design inovador do módulo, tem o potencial de impulsionar o registro de potência do módulo PERC de alta eficiência da LONGi Solar para 500Wp, afirmou a LONGi Solar numa conferência de imprensa. A tecnologia está prevista entrar em fase de produção em massa ainda em 2019.



A tecnologia “Solda sem emenda” usa uma fita de solda para obter a interconexão da célula “em mosaico”, eliminando o gap comum de 2mm de largura, aumentando a eficiência e reduzindo o custo do módulo, de acordo com a empresa. A LONGi disse que a tecnologia é compatível com os processos e equipamentos de encapsulamento de módulos existentes e é facilmente escalável.

Cientistas afirmam que só há uma saida: Energia Nuclear


Fonte//Renewableenergyworld

domingo, 5 de maio de 2019

Os painéis solares fotovoltaicos em forma de telha são o futuro


Os painéis solares fotovoltaicos em forma de telha, muitas vezes mencionados como telhas solares, são o futuro.
Este tipo de painéis solares é visto como uma alternativa estética aos painéis solares tradicionais, pois deixamos de ter uma estrutura montada no telhado da casa e passamos a ter uma estrutura integrada com as telhas do telhado.
Investir em painéis solares é considerado um investimento sustentável, conseguindo-se obter benefícios, para o ambiente e para a poupança na fatura de energia. Só que há muitas pessoas que não gostam de ver os painéis solares instalados em cima dos telhados, e por isso não fazem este investimento sustentável!

Photo CicloVivo

Cientistas mais perto da fusão nuclear




A solução veio dos fabricantes de painéis solares que se depararam com este ponto negativo. Assim criaram as telhas solares, que são painéis solares com forma de telha! Este tipo de painel solar é possível de integrar no telhado já existente, e garante a manutenção da estética da habitação!
No mercado das energias renováveis existem 2 tipos de telhas solares. São modelos diferentes, com características diferentes, mas que se integram os dois no telhado já existente!
Telhas solares em 4 telhas
A primeira variante das telhas solares é um painel solar com o tamanho de 4 telhas.
Este painel solar é colocado por baixo das telhas solares existentes. Combinam com a forma das telhas do telhado, de modo a que formem um conjunto suave com o resto do telhado.








Photo PortalEnergia

Foi fabricada a maior turbina eólica do mundo



Tem uma única desvantagem, devido à sobreposição dos painéis superiores, há uma pequena faixa de sombra onde a produção de energia não será maximizada. Tirando isso, são uma excelente alternativa aos painéis solares tradicionais!
A outra variante é a telha solar com o painel solar integrado.
É um tipo de painel solar mais compacto, com o formato em tudo idêntico às telhas tradicionais da casa. Com estas telhas solares com painel solar integrado, quase não se dá pela diferença no telhado.
Estas são facilmente integradas no telhado, especialmente em construções novas. As primeiras telhas solares saíram com a mesma cor dos painéis solares, ou seja, tons escuros. Daí que apenas se “integrem”  em telhados escuros.
Mas há projetos e já começaram a ser lançadas telhas solares em outras tonalidades (nomeadamente o tom castanho tradicional das telhas).






Photo PortalEnergia


Células solares produzem eletricidade sem sol



A grande vantagem em optarmos por telhas solares é a aparência estética. Como as telhas solares são mais pequenas e leves, não há necessidade de alterações na construção do telhado.
Podem ser ligadas diretamente aos inversores normais, tal como os painéis solares.
Têm um prazo de vida útil de 20 a 30 anos.
Desvantagens das telhas solares
Por serem pequenas, são usadas mais telhas solares para cobrir a mesma área de um painel solar. Assim, é necessário recorrer a mais materiais de ligação. Cada telha solar precisa do seu ligador ao inversor; o que faz com que o investimento seja mais elevado.
O custo de aquisição de uma telha solar é praticamente o dobro do custo de um painel solar. Sendo que esse custo apenas é ultrapassado pelo facto de se necessitarmos de substituir telhas no telhado, podemos fazer por este tipo de telhas e ter um telhado amigo do ambiente.



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Como o hidrogenio modificou estas ilhas escocesas


Fonte//PortalEnergia


                



quinta-feira, 25 de abril de 2019

Células solares produzem eletricidade sem sol


Muitas pessoas ainda não invistam em energias renováveis, porque o sol não brilha o tempo todo. Mas será por pouco tempo… pois vem aí uma nova geração de células solares orgânicas que não precisa de sol para produzir eletricidade.
Estas células solares não precisam de exposição à luz solar, basta a luminosidade natural do ambiente para produzir eletricidade. Isto significa que os equipamentos que tenham painéis solares equipados com as tais células solares orgânicas podem funcionar ininterruptamente, usando a iluminação pública, ou iluminação interior das habitações.



Photo PortalEnergia


Cientistas mais perto da fusão nuclear


Esta tecnologia é recente, e foi apresentada no Japão por Ryota Arai e colegas da Universidade Kyushu e da empresa Ricoh. O trabalho desenvolvido por Ryota Arai consistiu em encontrar os melhores materiais para construir as células solares orgânicas capazes de gerar eletricidade de forma eficiente sem recorrer à luz do sol, ou seja, produzir eletricidade mesmo em ambientes com pouca iluminação.





A equipa de investigadores testou vários semicondutores orgânicos de pequenas moléculas com caraterísticas promissoras para a absorção da luz ambiente e assim produzir eletricidade.
Mas foram as células solares feitas com recurso a uma pequena molécula, BDT-2T-ID, que apresentaram melhores resultados, quando comparadas com outros dispositivos semelhantes.
As células solares orgânicas comuns são flexíveis e baratas, mas ainda não conseguem competir com o silício em termos de eficiência!

Photo PortalEnergia

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A molécula BDT-2T-ID é uma sigla para a classe de oligomeros que inclui o Benzoditiofeno (BDT), um determinado número variável de Tiofenos (2T) e Indandiona (ID).
Por fim, o conjunto de 6 dessas células solares orgânicas, ligadas em série, conseguiu produzir cerca de 4volts e 65,3 μW/cm2 quando expostos a fracas condições de iluminação. Essa quantidade de eletricidade produzida é suficiente para alimentar micro sensores e pequenos dispositivos.




Ainda assim a equipa de investigadores deixa um alerta. Há que avaliar a transição da tecnologia para um fabrico em grande escala, mas o trabalho já desenvolvido permite concluir que há uma elevada viabilidade para alimentar dispositivos sem fio por toda a casa, e o melhor, sem ser necessária a luz solar!

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Fonte//PortalEnergia

domingo, 31 de março de 2019

Painéis solares fotovoltaicos flutuantes à prova de furacões


A SunAsia Energy está a desenvolver o primeiro projeto de testes, para aproveitamento da energia solar com uso de painéis fotovoltaicos flutuantes.
O objetivo é usar uma tecnologia combinada com um novo método de interligação pode resistir a furacões numa região que é assolada por este tipo de fenómenos, cerca de 20 vezes por ano.
A SunAsia Energy  terminou recentemente a primeira fase dos testes, com um sistema fotovoltaico flutuante de 20,5kW pertencente à filial NorteSol Energy.


Photo PortalEnergia

Oslo cria rede de carregamento wireless para táxis eletricos



O sistema usa painéis solares chineses, Trina Solar, sendo que metade usa painéis com molduras em alumínio e outra metade sem molduras. Na segunda fase serão testados painéis solares de outros fabricantes e modelos.





O projeto localiza-se no lago Laguna, a 55km a sul da cidade Makati, que faz parte da enorme metrópole Manila, na Ilha de Luzón!
Em dezembro de 2018, a NorteSol Energy, assinou um acordo com a Autoridade de Desenvolvimento do Lago Laguna para fazer os testes piloto dos painéis solares fotovoltaicos flutuantes no lago e estudar a sua viabilidade técnica e operacional, especialmente durante a temporada de furacões.



E estes testes servem também para melhorar os métodos aplicados nas regiões do Japão e Taiwan. No projeto filipino, a SunAsia Energy introduziu um método de empilhamento com parafusos, como solução para a ancoragem para aguentar as tempestades violentas.Também a francesa Ciel et Terre se ofereceu para ajudar a melhorar os processos de instalação de energia solar fotovoltaica flutuante no lago Laguna.





Durante os testes serão analisados vários aspetos, o que inclui os painéis solares da Trina Solar, onde irá ser analisado o efeito do alumínio dos módulos solares, entre outros materiais, sobre a superfície da água.
A SunAsia irá recorrer a sensores avançados para registar os movimentos climatéricos, rastrear a velocidade do vento, marcar as flutuações das ondas e monitorizar alterações na qualidade das águas.

China vai construir 20 centrais nucleares flutuantes

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Fonte//PortalEnergia


sábado, 16 de fevereiro de 2019

China está construindo uma estação de energia solar orbital

A Academia de Tecnologia Espacial da China está desenvolvendo uma central solar orbital que capta a energia solar no espaço e a envia para a Terra.
Essa central consegue aproveitar toda a energia solar, porque, como orbita fora da atmosfera terrestre, não sofre com a nebulosidade.

Photo Pt.solar

Novo material, usa o calor do sol para produzir eletricidade mais barata


Com previsões para lançar uma instalação de testes antes de 2025, a busca por energia limpa baseada no espaço mostra que a China está empenhada e faz um grande esforço para usar mais energia renovável e afirmar seu lugar entre os líderes no espaço.
O maior problema para uma central de produção de energia orbital é descobrir como enviar a energia para a Terra.






O projeto é ter painéis solares no espaço capturando a luz do sol e, em seguida, enviar a eletricidade para uma instalação na Terra em forma de micro-ondas ou laser, de acordo com o The Sydney Morning Herald .

A partir daí, a eletricidade seria distribuída normalmente.
Se a central experimental funcionar bem, os cientistas chineses planeiam testar e lançar instalações maiores e mais potentes até 2050, de acordo com o  The Sydney MorningHerald



Photo SMH




Dispositivo que pode fornecer energia limpa a milhares de lares utilizando energia das ondas


Fonte //The Sydney Morning Herald.




segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Bateria solar inovadora do MIT pode abastecer uma pequena cidade



Grande parte dos recursos naturais, são desperdiçados porque não conseguimos armazenar o que captamos do vento, do sol e da água, com uma eficiência necessária.
 A MIT pretende dar uma resposta a este desperdício construindo baterias inovadoras de grande armazenamento energético que passa por baterias inovadoras, demonstrando que uma bateria solar pode ter capacidade para abastecer uma cidade pequena.

Mesmo se quiséssemos utilizar toda a rede de energias renováveis, não poderíamos, porque seriam sempre necessário um fonte de energia fóssil para compensar o facto de que nem sempre a renovável está disponível para as necessidades. Estamos a desenvolver uma nova tecnologia que, se for bem-sucedida, resolverá este problema importante e crítico no que toca a energia e mudanças climáticas, o problema do armazenamento”, afirmou o o professor do Departamento de Mecânica e Engenharia do MIT, Asegun Henry.

Por outras palavras, os cientistas do MIT estão a desenvolver um projeto que permite armazenar a energia renovável produzida a partir das energias eólica e solar. Este sistema será utilizado para fornecer energia constante numa cidade de pequenas dimensões (cerca de 100 mil residências), isto é, mantendo o mesmo fluxo de energia haja ou não sol.

O sistema do MIT armazena energia elétrica na forma de calor em tanques de silício fundido e a energia armazenada tem o objetivo de voltar a injetar a energia produzida de volta para a rede, sem haver desperdício. Para obter esta bateria solar de silício, os cientistas utilizam uma mistura de altas temperaturas com tecnologia de ponta.









Este projeto ainda não foi testado em grande escala, mas os investigadores estimam que este sistema custaria metade do que o armazenamento hidroelétrico onde é usada a bombagem, sendo também muito mais acessível do que as baterias de iões de lítio.

Tecnologia
No projeto “bateria solar”, os cientistas misturam diferentes soluções tecnológicas. Apesar disso, a tecnologia base é a Tegs-MPV conhecida como “Rede de Armazenamento de Energia Térmica-Multi-Junção”. Para armazenamento da energia térmica, os cientistas usam células solares fotovoltaicas em “cascata” termodinâmica e sal derretido, sendo possível alcançar temperaturas a 2000 °C em tanques de silício
O silício permite a emissão de luz tão intensa que permite ser utilizada em painéis fotovoltaicos para produzir energia, resultando num sol “artificial”. E, quando se pretender recuperar a energia armazenada, o silício é transferido de um tanque para outro e garante que irá manter o material mais quente 400 °C.

Afinal, como funciona a bateria solar?
De acordo com Asegun Henry, “um dos nomes que as pessoas começaram a chamar ao nosso conceito é ‘sol numa caixa’, atribuído pelo meu colega Shannon Yee da Georgia Tech.

É BASICAMENTE UMA FONTE DE LUZ EXTREMAMENTE INTENSA CONTIDA NUMA CAIXA QUE APRISIONA CALOR”.

Para tornar este sistema com uma alta eficiência energética, os investigadores afirmam que têm de construir um tanque de 10 metros de largura.
Por sua vez, para o material seria necessário incorporar a grafite. Mas, a elevadas temperaturas, existem algumas dúvidas se o silício reagiria adequadamente com a grafite para produzir carboneto de silício. Alguns investigadores acreditam que possa corroer o tanque.
Para acabar com as dúvidas, os cientistas da MIT testaram essa possibilidade e o silício criou um revestimento fino e protetor em vez de corroer o tanque. Assim, o tanque estaria isolado e permitia mantê-lo numa temperatura fria de até 1900 °C.
O segundo tanque, denominado “quente”, é interligado com uma série de tubos expostos a elementos de aquecimento. O excedente que entra no sistema é transformado em calor nos tubos que interligaram os tanques através do efeito Joule. Aí, o silício líquido é bombeado do tanque “frio” para o tanque “quente”, absorvendo o aquecimento da energia térmica e chegando até 2400 °C.

O silício é acionado por um tipo de motor em que as células solares utilizam a luz branca para produzir eletricidade, sempre que o consumo de eletricidade da rede suba.Em contraste com a hidroelétrica bombeada, o design deste sistema é geograficamente ilimitado. Deste modo, pode ser instalado em qualquer local, independentemente da paisagem de um local e é um método mais económico de armazenar energia.




sábado, 12 de janeiro de 2019

Tecnologia low-cost para dessalinizar a agua do mar



Segundo estimativas da FAO, até 2025, quase 2 bilhões de pessoas podem não ter água potável suficiente para satisfazer suas necessidades diárias. Uma das soluções possíveis para esse problema é a dessalinização, ou seja, tratar a água do mar para torná-la potável. Contudo, a remoção do sal da água do mar requer 10 a 1000 vezes mais energia do que os métodos tradicionais de fornecimento de água doce.


Photo Science Daily

"Super areia" pode transformar agua contaminada em água potável


Motivado por esse problema, uma equipe de engenheiros do Departamento de Energia do Politecnico di Torino criou um novo protótipo para dessalinizar a água do mar de maneira sustentável e de baixo custo, utilizando a energia solar de maneira mais eficiente. Em comparação com soluções anteriores, a tecnologia desenvolvida é, de fato, capaz de duplicar a quantidade de água produzida usando a energia solar, podendo os sistema ser melhorado e ter mais eficiência no futuro próximo.
O grupo de jovens investigadores que publicou recentemente esses resultados na revista Nature Sustainability é composto por Eliodoro Chiavazzo, Matteo Morciano, Francesca Viglino, Matteo Fasano e Pietro Asinari (Laboratório de Modelagem Multi-Escala).

O princípio de funcionamento da tecnologia proposta é muito simples: "Inspirado nas plantas, que transportam água das raízes para as folhas por capilaridade e transpiração, nosso dispositivo flutuante é capaz de recolher a água do mar usando um material poroso de baixo custo. A água do mar é então aquecida pela energia solar, que faz a separação do sal da água evaporada, processo que pode ser facilitado por membranas colocadas entre água salgada resultante e a potável para evitar sua mistura. Algumas plantas conseguem sobreviver em ambientes marinhos usando este sistema de forma natural (por exemplo, os mangues) ", explica Matteo Fasano e Matteo Morciano.







Embora as tecnologias convencionais de dessalinização precisem de componentes mecânicos ou elétricos caros (como bombas e / ou sistemas de controle) e necessitem de técnicos especializados para instalação e manutenção, o sistema de dessalinização proposta pela equipe do Politecnico di Torino é baseada em processos espontâneos que ocorrem sem a ajuda de máquinas auxiliares.
Tudo isso torna o dispositivo extramente barato e simples de instalar e reparar. Estas últimas características são particularmente atrativas nas regiões costeiras que sofrem de uma escassez crónica de água potável.

Cientistas preveem escassez de agua potável a uma escala global



Até agora, uma desvantagem bem conhecida das tecnologias “passivas” para a dessalinização tem sido a baixa eficiência energética em comparação com as “ativas”. Os investigadores do Politecnico di Torino enfrentaram esse obstáculo com criatividade. "Embora estudos anteriores tenham focado em como maximizar a absorção de energia solar, nós voltamos a atenção para um gerenciamento mais eficiente da energia térmica solar absorvida. Desta forma, temos capaz de atingir valores recordes de produtividade de até 20 litros por dia de água potável por metro quadrado exposto ao Sol.
A razão por trás do aumento de desempenho é a 'reciclagem' do calor solar nos vários processos de evaporação em cascata, em linha com a filosofia de "fazendo mais, com menos". As tecnologias baseadas nesse processo são tipicamente chamadas de "multi-efeito",



Depois de dois anos desenvolvendo o protótipo, e testando diretamente no mar da Ligúria (Varazze, Itália), os engenheiros do Politecnico afirmam que essa tecnologia poderia ter impacto em locais costeiros isolados com pouca água potável, mas com energia solar abundante, especialmente em países em desenvolvimento.
 Além disso, a tecnologia é particularmente adequada para fornecer água potável segura e de baixo custo em condições de emergência, por exemplo em áreas atingidas por inundações ou tsunamis e que fiquem isoladas por dias ou semanas sem energia da rede elétrica.


Uma outra aplicação prevista para esta tecnologia são os jardins flutuantes para a produção de alimentos, uma opção interessante, especialmente em áreas superpovoadas. Os investigadores, que continuam trabalhando nesta questão no Centro de Água Limpa do Politecnico di Torino, procuram possíveis parceiros industriais para tornar o protótipo mais durável, versátil e comercial. Por exemplo, versões do dispositivo poderiam ser usadas em zonas costeiras onde a exploração excessiva da água subterrânea causa a intrusão de água salina em aquíferos de água doce (um problema particularmente grave em algumas áreas do sul da Itália).

O derreter dos glaciares provocam tsunamis assustadores


Fonte// ScienceDaily



sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

A Ilha Graciosa alimentada a 100 % por energias renováveis.



Apesar de ser um teste, a Ilha Graciosa foi abastecida por energia verde a 100%,produzida pelos painéis fotovoltaicos e pelo parque eólico da Serra Branca.
Representando um investimento de 24 milhões de euros, o projeto Graciosa Energy System prevê que cerca de 65% da energia disponível na ilha seja proveniente de fontes renováveis.


Photo Dinheiro Vivo

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Trata-se do primeiro sistema mundial de energia híbrida, usando até 100% de energia proveniente de fontes renováveis, como o vento e o sol, que é armazenada em baterias, sistema este que poderá vir a ser implantado em outras ilhas em todo o mundo.
Tudo é comandado por inovador sistema de gestão de energia desenvolvido pela empresa alemã Younicos, tendo como objetivo a paragem da atual central térmica para produção de energia.






O projeto baseia-se na integração de produção eólica e solar com uma potência instalada de 4,5 MW e 1 MW, complementada por um conjunto de baterias de última que permitirão o armazenamento de energia com a potência de 3,2 MWh.



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Nomeado de 'Graciólica' é um projeto com projeção a nível europeu, que irá para colocar a ilha Graciosa como a primeira ilha 100% verde na produção e armazenamento de energia sendo uma pioneira nas Regiões Ultraperiféricas.



Fonte//MeoBeachcam






sábado, 27 de outubro de 2018

Novo material, usa o calor do sol para produzir eletricidade mais barata

Uma equipe liderada pela Universidade de Purdue desenvolveu um novo material e processo de fabrico para uma nova maneira de usar a energia solar, como energia térmica,  para produção de eletricidade de maneira mais eficiente.



A inovação é um passo importante para transformar o calor solar em eletricidade e competir com os combustíveis fósseis, que são os responsáveis por produzir mais de 60% da eletricidade nos EUA.

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  • "Armazenar energia solar como o calor pode ser mais barato do que armazenar energia elétrica em de baterias, então o próximo passo é reduzir o custo da produçao de eletricidade através do calor solar com o benefício de emissões zero de gases de efeito estufa", disse Kenneth Sandhage, Reilly Professor da Purdue. Engenharia de Materiais.

A pesquisa, que foi feita em Purdue em colaboração com o Instituto de Tecnologia da Geórgia, a Universidade de Wisconsin-Madison e Oak Ridge National Laboratory, foi publicado na revista Nature .

As usinas de energia solar concentrada convertem energia solar em eletricidade usando espelhos ou lentes para concentrar muita luz numa pequena área, que gera calor que é transferido para um sal fundido. O calor do sal fundido é então transferido para um fluido, que se expande e faz funcionar uma turbina para gerar eletricidade.

Para tornar a eletricidade produzida pela energia solar, mais barata, o motor da turbina precisaria gerar ainda mais eletricidade para a mesma quantidade de calor, o que significa que o motor precisa aquecer mais.

O problema é que os trocadores de calor, que transferem calor do sal fundido quente para o fluido, são atualmente feitos de aço inoxidável ou ligas à base de níquel que fundem às temperaturas desejadas e à pressão elevada de dióxido de carbono supercrítico.

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Inspirado pelos materiais que já haviam fabricado anteriormente capazes de lidar com altas temperaturas e pressão em aplicações como bicos de foguetes de combustível sólido, Sandhage trabalhou com Asegun Henry, agora no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, para conceber um similar. Um compósito para trocadores de calor mais resistentes.

Dois materiais mostraram-se promissores juntos num composto: O carboneto de zircônio de cerâmica e o tungstênio.
Os cientistas da Purdue criaram placas do compósito de cerâmica-metal. As placas hospedam canais personalizáveis ​​para adaptar a troca de calor, com base em simulações dos canais conduzidos na Georgia Tech pela equipe de Devesh Ranjan.

Testes mecânicos realizados pela equipe de Edgar Lara-Curzio no Laboratório Nacional Oak Ridge e testes de corrosão realizados pela equipe de Mark Anderson em Wisconsin-Madison ajudaram a mostrar que este novo material compósito poderia ser adaptado para suportar com sucesso o dióxido de carbono supercrítico de alta pressão necessário para gerar eletricidade de forma mais eficiente que os trocadores de calor atuais.

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Uma análise económica feita por pesquisadores da Georgia Tech e Purdue também mostrou que a produção em grande escala desses trocadores de calor pode ser realizada a um custo comparável ou inferior ao do aço inoxidável ​​ou à base de ligas de níquel.

  • "Em última análise, com o desenvolvimento contínuo, essa tecnologia permitiria a penetração em larga escala de energia solar renovável na rede elétrica", disse Sanagdhe. "Isso significaria reduções drásticas nas emissões de dióxido de carbono produzidas pelo homem para produzir eletricidade".