Mostrar mensagens com a etiqueta Extinçao. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Extinçao. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Cientistas descobriram “nova” extinção em massa


Uma equipe de cientistas concluiu que a Terra passou por uma extinção em massa numa data anterior á conhecida, e que ocorreu há cerca de 260 milhões de anos, aumentando para seis o total de grandes extinções em massa no registo geológico.


Monte Emei (Emeishan) Photo Cedar / Adobe Stock

As alterações climáticas estão aquecendo a Europa


"É crucial que conheçamos o número de extinções em massa graves e quando ocorreram para investigar suas causas", explica Michael Rampino, professor do Departamento de Biologia da Universidade de Nova York e co-autor da análise, que aparece na revista Historical Biology. "Incrivelmente, todas as seis grandes extinções em massa estão relacionadas com perturbações ambientais devastadoras. Mais concretamente, erupções maciças de basalto, cada uma cobrindo mais de um milhão de quilómetros quadrados com rios de lava gigantes".

Os cientistas haviam determinado anteriormente que havia cinco grandes extinções em massa, eliminando um grande número de espécies e definindo os fins dos períodos geológicos. O fim do Ordoviciano (há 443 milhões de anos), o Devoniano Final (há 372 milhões de anos), o Permiano (há 252 milhões de anos), o Triássico (há 201 milhões de anos) e o Cretáceo (há 66 milhões de anos). E, de fato, muitos investigadores alestam para a perda atual e contínua da diversidade de espécies, num desenvolvimento que pode ser chamado de "sétima extinção" porque uma extinção em massa nos tempos atuais, segundo os cientistas, pode acabar sendo tão grave como as do passado.




Os trabalhos de pesquisa da Biologia Histórica, enquadrou o período Guadalupiano, ou Permiano Médio, entre 272 a 260 milhões de anos.
 Os investigadores concluíram que a grande extinção do Guadalupiano , que dizimou a vida na terra e nos mares, ocorreu ao mesmo tempo que a erupção de Emeishan que produziu as armadilhas de Emeishan, uma extensa formação rochosa, existente no sul da China.  As consequências da erupção foi semelhante ás que causaram a outras extinções em massa  conhecidas.
As enormes erupções libertam grandes quantidades de gases de efeito estufa para a atmosfera, especificamente dióxido de carbono e metano, que causam aquecimento global, tornando os oceanos quentes e pobres em oxigénio nada propícios à vida marinha.
As perdas no número de espécies e de danos ecológicos gerais da grande extinção de Guadalupian, foi semelhante a todas as outras.
Este artigo foi publicado originalmente por ScienceDaily








quarta-feira, 5 de junho de 2019

Grande extinção do passado com semelhanças aos dias de hoje


Houve um tempo em que a vida na Terra quase acabou. A "Grande Morte", a maior extinção que já ocorreu no planeta, aconteceu há cerca de 250 milhões de anos e foi em grande parte causada por gases de efeito estufa na atmosfera.
 Agora os cientistas estão começando a ver alarmantes semelhanças entre a Grande Morte e o que está acontecendo atualmente em nossa atmosfera.
Os cientistas estão evidenciando essa semelhança numa nova exposição no Museu Nacional Smithsonian de História Natural, em Washington, DC



Photo Lynette Cook/Science Source


A Terra está "no meio de uma extinção em massa"



A joia da coroa da exposição Deep Time é o primeiro verdadeiro Tyrannosaurus rex do museu. Seu esqueleto está sobre os ossos de um tricerátopo caído, com um pé com garras segurando o infeliz herbívoro e as mandíbulas presas na cabeça.
O tema da exposição é, na verdade, a inter ligação da vida através do tempo geológico. A exposição mostra, por exemplo, como as plantas da base da cadeia alimentar suportavam tudo, de insetos a apatossauros de 20 toneladas. E como os insetos ajudaram a moldar o tipo de floresta que evoluiu e mudou ao longo de milhões de anos.


É explicado na seção da exposição sobre a Grande Morte. Cerca de 250 milhões de anos atrás, um enorme campo vulcânico entrou em erupção no que hoje é a Sibéria. Ele expeliu lava que queimava através de camadas de calcário e carvão e encheu a atmosfera com dióxido de carbono e poluição, possivelmente durante alguns milhões de anos. Isso, por sua vez, aqueceu o planeta, tornou os oceanos ácidos e reduziu oxigênio. Mais de 90% das espécies nos oceanos morreram, assim como dois terços da vida em terra.


Photo Smithsonian

Os mamíferos podem não evoluir o suficientemente rápido para escapar da atual crise de extinção



Houve outras extinções em massa, como a que varreu os dinossauros há cerca de 65 milhões de anos, mas esta, no final do Período Permiano, foi causada principalmente pelo excesso de dióxido de carbono que subiu para a atmosfera. E o Smithsonian observa frequentemente na sua exposição que o atual aquecimento do planeta é um déjà vu.
Curtis Deutsch , da Universidade de Washington, cuja pesquisa ajudou a informar os curadores do Smithsonian afirma, "As mesmas coisas que causaram a Grande Morte estão acontecendo agora no nosso oceano hoje como resultado das atividades humanas, não no mesmo grau, mas na mesma direção."





Atualmente, o planeta aqueceu a quase 2 graus Fahrenheit, em média, acima do que era antes da revolução industrial, embora no ritmo atual pudesse aquecer vários graus a mais. A Grande Morte viu um aumento de temperatura de quatro ou cinco vezes esse valor.
Mas isso aconteceu gradualmente. Então Deutsch recriou o efeito a estufa da Grande Morte num computador, num modelo que simula o aquecimento, para ver como as espécies atuais no oceano se comportam.
A primeira coisa que acontece é uma perda local de espécies quando elas começam a se movimentar em resposta ao aquecimento.



Photo Smithsonian

O que pode provocar o fim da humanidade?


Mas algumas partes do planeta foram mais indulgentes." Descobrimos algo que foi surpreendente e novo, "explica Deutsch," a extinção era muito forte em toda parte, mas era ainda mais forte perto das partes frias da Terra, perto dos oceanos polares",
Faz sentido, diz ele, os animais que vivem perto do equador podem migrar em direção aos polos para encontrar água mais fria, mas aqueles que já vivem em águas frias e ricas em oxigênio, próximas aos polos, não têm para onde fugir.
Deutsch diz que a experiencia é uma janela para o futuro, até mesmo o presente. Algumas espécies marinhas já estão migrando, e para Deutsch, essa migração parece familiar. "Nós vemos a resposta das espécies marinhas a essas mudanças hoje que se parecem com o que achamos ter acontecido no final do Permiano", diz ele.


A exposição do Smithsonian faz referências explícitas à ameaça da mudança climática causada pelo homem, recebeu financiamento do industrial David Koch, conhecido por apoiar grupos que contestam o consenso científico sobre a mudança climática.
Wing, o orador, diz que fazer a comparação entre a Grande Morte e o que está acontecendo agora é uma mensagem que precisa ser ouvida. "Ultrapassamos o quadro de nossa própria história", diz ele sobre a raça humana. "Porque somos tão poderosos, somos basicamente uma força geológica agora, assim como uma força humana".

Uma força que está mudando as condições de vida no planeta.



A extinção de espécies de insetos indica “colapso da natureza"


Fonte//NPR

sábado, 1 de junho de 2019

Os extraterrestres poderão ser a salvação da Humanidade


Avi Loeb, presidente do departamento de Astronomia da Universidade de Harvard, alertou que a Humanidade por estar a traçar o mesmo caminho que ditou o fim de civilizações alienígenas avançadas. 
No entender do especialista, o passado destes seres extraterrestres pode ser útil para salvar o futuro da Humanidade.


Photo Pixabay

Por que não estabelecemos contato com civilizações alienígenas?


As alterações climáticas que desde há décadas mudam o planeta e ao fabrico de armas cada vez mais poderosas podem ser indícios de um caminho perigoso para a Humanidade.
Segundo Avi Loeb, comportamentos semelhantes, podem ter exterminado raças avançadas de seres alienígenas. “Uma possibilidade é que estas civilizações, baseadas na forma como nos comportamos atualmente, tenham uma vida curta“, disse Loeb na semana passada, durante uma palestra na The Humans to Mars Summit, que decorreu na cidade norte-americana de Washington. “Estes seres alienígenas pensam a curto prazo e produzem ferimentos auto-infligidos que podem acabar por matá-los”, defendeu o especialista, citado pelo Live Science.


No entender de Loeb, a procura por vida extraterrestre deve ser ampla o suficiente para rastrear artefactos deixados por civilizações entretanto desaparecidas, tais como superfícies planetárias queimadas e restos de guerras nuclear em mundos alienígenas.
Caso se encontrem outros tipos de vida diferentes dos que conhecemos, esta será a maior descoberta científica de sempre, defende Loeb, considerando ainda que estes seres podem trazer um benefício adicional ao Homem, servindo-lhe de exemplo, colocando a Humanidade num caminho mais orientado e sustentável.




A ideia é que possamos aprender algo no processo. Podemos aprender a comportar-nos melhor uns com os outros, a não iniciar uma guerra nuclear, a monitorizar o nosso planeta e garantir que este seja habitável enquanto pudermos mantê-lo habitável”.
Loeb aponta ainda que há outras razões para a procura de seres extraterrestres, sobretudo no que respeita às potencialidades tecnológicas. “A nossa tecnologia tem apenas um século, mas se uma outra civilização tiver tido mil milhões de anos para desenvolver viagens espaciais, podem ensinar-nos a fazê-lo”, afirmou.



Photo Pixabay

Especialista em OVNIS alega a existência de base alienígena submersa



A minha esperança passa por encontrar civilizações extintas que nos inspirem a ter um melhor comportamento e a atuar melhor em grupo. A outra esperança que temos é que, assim que deixemos o Sistema Solar, receberemos uma mensagem ‘Bem-vindos ao clube interestelar’. E aí vamos descobrir que há muito tráfego que não conhecíamos”, afirmou o especialista.
Na verdade, defende Loeb, podemos ter tido já um exemplo deste tráfego com o Oumuamua, o primeiro objeto interestelar já observado no Sistema Solar. O objeto, que foi também rotulado de Mensageiro das Estrelas, pode ser uma nave alienígena, como já insistiu o Professor de Harvard.
Apesar de todas as hipóteses sobre este corpo, que passam também pela possibilidade deste ser um asteroide, o especialista realça que o importante é manter a mente aberta, não descartando nenhuma opção de forma precipitada. “Devemos manter a mente aberta e não presumir que sabemos a resposta antecipadamente. Não precisamos fingir que sabemos de alguma coisa”, rematou.

OVNIs podem ser máquinas do tempo vindas do futuro






quinta-feira, 25 de abril de 2019

Cerca de 1 milhão de espécies estão em risco de extinçao



Estamos acabando com a vida do nosso belo planeta.
Cerca de 1 milhão de espécies estão em risco de extinção devido à atividade humana, de acordo com um relatório da ONU que deve ser divulgado em 6 de maio

Estas são as conclusões preliminares do relatório que foram obtidas pela agência de notícias francesa AFP.

Photo Pixabay

Animação mostra como seria a Terra se todo o gelo derretesse



A atividade humana, como o consumo exagerado, a caça ilegal, a desflorestação, as emissões de combustíveis fósseis, estão levando os ecossistemas a um ponto sem retorno. Um quarto das espécies vegetais e animais conhecidas já estão ameaçadas, e a perda de espécies é dezenas a centenas de vezes maior do que tem sido, em média, nos últimos 10 milhões de anos, informou a AFP.
A natureza está cedendo sob tamanha pressão, perdendo ar respirável, água potável, florestas virgens, insetos polinizadores, populações de peixes e mangais que são um “muro” de proteção contra tempestades.


Revelado o único método capaz de evitar uma catástrofe climática


Além disso, três quartos das terras, quase metade dos ambientes marinhos e metade das vias navegáveis ​​interiores foram "severamente" alteradas pela atividade humana, de acordo com o relatório. Essas mudanças prejudicam os humanos, especialmente os grupos indígenas e aqueles que vivem nas comunidades mais pobres.



Cento e trinta nações reunir-se-ão em Paris em 29 de abril para examinar o relatório de 44 páginas que resume uma avaliação de 1.800 páginas de literatura científica conduzida pela ONU.
"A forma como produzimos nossos alimentos e energia está minando os serviços reguladores que recebemos da natureza", disse Robert Watson, presidente do grupo que compilou o relatório. O dano, ele disse, só pode ser reduzido com uma "mudança transformadora".

Água engarrafada com milhares de partículas de microplásticos

O aquecimento global vai permitir a expansão de doenças tropicais

A “vaquita” está mesmo em vias de extinção, vítima das redes de pesca



Fonte//LiveScience





segunda-feira, 8 de abril de 2019

A Terra está "no meio de uma extinção em massa"


O afamado acadêmico Sir David Attenborough, especulou sobre a fase de desenvolvimento em que a Terra se encontra hoje, traçando um paralelo com a era dos dinossauros, que viveram no nosso planeta na Era Mesozóica, e que foram completamente eliminados.

Photo CCO

Os mamíferos podem não evoluir o suficientemente rápido para escapar da atual crise de extinção


O historiador natural britânico Sir David Attenborough alertou de forma explícita que a Terra está enfrentando uma extinção em massa, muito parecida com a que causou a extinção dos dinossauros. Falando no lançamento de sua nova série Netflix intitulada “Out Planet”, o investigador e apresentador de 92 anos, afirmou.
"Agora estamos no meio da sexta extinção em massa da Terra, uma tão grande como a que extinguiu os dinossauros", expressando o medo de que milhões de organismos vivos desapareçam, à medida que seus habitats são cada vez mais afetados pelas mudanças climáticas.



Sir David Attenborough, detentor de inigualáveis ​​32 graus honorários das universidades britânicas, disse ao público no Museu de História Natural, onde ocorreu o evento, que a humanidade destruiu a ordem natural da Terra como resultado a enorme poluição ambiental.
“96% da massa de mamíferos no nosso planeta hoje somos nós e o gado que domesticamos. O resto é apenas 4% ”, observou Sir David, especulando sobre as interligações entre os homens e o seu habitat natural.


Outro orador no evento foi o defensor do meio ambiente da casa real, o príncipe Charles, que tomou a palavra chamando a atenção para o aspeto educacional
"A educação sobre o que temos, o que destruímos e o que pode e deve ser regenerado não poderia ser mais urgente".

A “vaquita” está mesmo em vias de extinção, vítima das redes de pesca

A extinção de espécies de insetos indica “colapso da natureza"

O que pode provocar o fim da humanidade?




Fonte//SputnikNews

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

A extinção de espécies de insetos indica “colapso da natureza"


De acordo com a primeira análise científica global, publicada na revista Biological Conservation, a população de insetos está no caminho da extinção em todo o mundo, ameaçando um “colapso catastrófico dos ecossistemas da natureza”.
Mais de 40% das espécies de insetos estão em declínio e um terço está ameaçada. Segundo a revisão, a taxa de aniquilamento é oito vezes mais rápida que a dos mamíferos, aves e répteis.


Zenithoptera lanei
Photo Fapesp



Baseado nos melhores dados que temos disponíveis, a massa total de insetos está caindo 2,5% ao ano, sugerindo que eles poderiam desaparecer dentro de um século.
O planeta está no início da sexta extinção em massa, estando já com enormes perdas de animais.
Os insetos são de longe os mais variados e abundantes animais, superando a humanidade em 17 vezes. Eles são “fundamentais” para o equilíbrio de todos os ecossistemas, servindo como alimento para outras criaturas, como polinizadores e recicladores de nutrientes.

A tendência do declínio dos insetos está mudando profundamente as formas de vida no nosso planeta. Uma das maiores consequências é comprovada nos muitos pássaros, répteis, anfíbios e peixes que comem insetos. Se essa fonte de alimento acaba, todos esses animais morrem de fome. Tais efeitos em cascata já foram vistos em Porto Rico, onde um estudo recente revelou uma queda de 98% nos insetos ao longo de 35 anos.

Besouro
Photo MundoEducaçao

 “Se as perdas de espécies de insetos não puderem ser interrompidas, isso terá consequências catastróficas tanto para os ecossistemas do planeta como para a sobrevivência da humanidade”, disse Francisco Sánchez-Bayo, da Universidade de Sydney, na Austrália.
A maioria dos estudos analisados foi realizado na Europa Ocidental e nos EUA, com alguns feitos da Austrália à China e do Brasil à África do Sul.
A pesquisa selecionou os 73 melhores estudos feitos até hoje para avaliar o declínio de insetos. Borboletas e mariposas estão entre os mais atingidos. Por exemplo, o número de espécies de borboletas generalizadas diminuiu 58% em terras cultivadas na Inglaterra entre 2000 e 2009. O Reino Unido sofreu a maior queda de insetos em geral, embora isso seja provavelmente um resultado de ser mais intensamente estudado do que a maioria dos lugares.






As abelhas também foram gravemente afetadas, havendo em 2013 apenas metade das espécies de abelhas encontradas em Oklahoma nos Estados Unidos em relação a 1949. O número de colônias de abelhas nos EUA era de 6 milhões em 1947, mas perderam-se 3,5 milhões desde então.
Existem mais de 350.000 espécies de besouros e acredita-se que muitos tenham diminuído, especialmente os escaravelhos. Mas também há pouquíssima informação sobre muitas moscas, formigas, pulgões e grilos, por exemplo. Especialistas dizem que não há razão para pensar que eles estão se saindo melhor do que outras espécies estudadas.

Abelha
Photo Tempo

A análise afirma que a agricultura intensiva é o principal motor dos declínios, particularmente o uso intensivo de pesticidas. A urbanização e as mudanças climáticas também são fatores significativos.
 A principal causa do declínio é a intensificação agrícola”, disse Sánchez-Bayo. “Isso significa a eliminação de todas as árvores e arbustos que normalmente cercam os campos, por isso há campos nus que são tratados com fertilizantes sintéticos e pesticidas”.
O investigador crê que o desaparecimento de insetos parece ter começado no alvorecer do século 20, acelerado durante os anos 1950 e 1960 e atingido “proporções alarmantes” nas últimas duas décadas.

Ele acredita que novas classes de inseticidas introduzidos nos últimos 20 anos, incluindo neonicotinóides e fipronil, foram particularmente prejudiciais à medida que são usados rotineiramente e persistem no ambiente, inclusive alcançando reservas naturais nas proximidades. 75% de perdas de insetos registadas na Alemanha foram em áreas protegidas.
O mundo deve mudar a forma como produz alimentos, uma vez que as fazendas orgânicas tinham mais insetos e que o uso ocasional de pesticidas no passado não causou o nível de declínio observado nas últimas décadas. “A agricultura intensiva em escala industrial é a que está matando os ecossistemas”, argumenta Sánchez-Bayo.


Borboleta Monarca
Photo PortaldaIlha

Nos trópicos, onde a ainda não há muita agricultura industrial, acredita-se que o aumento das temperaturas devido às mudanças climáticas seja o fator mais expressivo do declínio. As espécies são adaptadas a condições muito estáveis e têm pouca capacidade de mudar, como foi observado em Porto Rico.
Sánchez-Bayo afirma que a linguagem extraordinariamente forte usada na revisão não é alarmista. “Queríamos realmente despertar o problema nas pessoas. Quando se considera que 80% da biomassa de insetos desapareceu em 25 a 30 anos, é uma grande preocupação”.







Outros cientistas concordam. “Deve ser uma grande preocupação para todos nós, pois os insetos estão no centro de toda cadeia alimentar, eles polinizam a grande maioria das espécies de plantas, mantêm o solo saudável, reciclam nutrientes, controlam as pragas e muito mais. Gostemos ou não, nós humanos não podemos sobreviver sem insetos”, disse o professor Dave Goulson, da Universidade de Sussex, no Reino Unido.

Outros investigadores mencionam que a análise, apesar de excelente, falha em incluir fatores que podem desempenhar um papel nesse declínio, como poluição luminosa, superpopulação humana e o consumo excessivo, bem como minimiza a influência da mudança climática.
A conclusão, entretanto, é uma só: “É cada vez mais óbvio que a ecologia do planeta está se desmoronando e há uma necessidade de um esforço intenso e global para deter e reverter essas tendências terríveis”, resume Matt Shardlow, da instituição de caridade de conservação Buglife.



Fonte/TheGuardian






segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Os mamíferos podem não evoluir o suficientemente rápido para escapar daatual crise de extinção

Nós humanos estamos exterminando espécies de animais e plantas tão rapidamente que o mecanismo de defesa embutido na natureza, a evolução, pode não acompanhar. Uma equipe de pesquisa calculou que, se os atuais esforços de conservação não forem melhorados, muitas espécies de mamíferos serão extintas durante as próximas cinco décadas  e que a natureza precisará de 3 a 5 milhões de anos para se recuperar.



Houve cinco estinçoes nos últimos 450 milhões de anos, quando o clima do nosso planeta mudou tão drasticamente que a maioria das espécies de plantas e animais da Terra extinguiu-se. Após cada extinção em massa, a evolução preenche lentamente as lacunas com novas espécies.

A sexta extinção em massa está acontecendo agora, mas desta vez as extinções não estão sendo causadas por catástrofes naturais mas sim pelo homem. Uma equipe de investigadores da Universidade de Aarhus e da Universidade de Gotemburgo calculou que as extinções estão acontecendo demasiado rapidamente para a evolução se manter.


Uma ilustração de como os mamíferos menores terão que evoluir e diversificar nos próximos 3-5 milhões de anos para compensar a perda dos grandes mamíferos.
Crédito: Matt Davis, Universidade de Aarhus[/caption]

Se os mamíferos diversificarem nas suas taxas normais, ainda levarão de 5 a 7 milhões de anos para restaurar a biodiversidade ao seu nível.

Veja Tambem Nova espécie de dinossauro gigante encontrado na África do Sul


Os investigadores usaram seu extenso banco de dados de mamíferos, que inclui não apenas espécies que ainda existem, mas também as centenas de espécies que viveram no passado recente e se extinguiram como o Homo sapiens espalhado pelo globo. Isso significava que os cientistas poderiam estudar o impacto da nossa espécie nos outros mamíferos.

Alguns animais extintos, como o leão marsupial australiano, o leopardo Thylacoleo, ou a estranha Macrauchenia sul-americana (imagine um lama com um tronco de elefante) eram linhagens evolutivas distintas e tinham poucos parentes próximos. Quando esses animais extinguiram-se, extinguiram   inteiros da árvore evolucionária da vida. Nós não só perdemos essas espécies, como também perdemos as funções ecológicas únicas e os milhões de anos de história evolutiva que eles representavam.

"Os grandes mamíferos, ou a mega fauna, como preguiças-gigantes e tigres-dentes-de-sabre, extintos há cerca de 10.000 anos, eram  evolutivamente distintos. Como tinham poucos parentes próximos, suas extinções significaram que ramos inteiros da árvore evolutiva da Terra desapareceram. "diz paleontólogo Matt Davis da Universidade de Aarhus, que liderou o estudo. E acrescenta:

"Existem centenas de espécies de musaranhos, então eles podem resistir a algumas extinções. Havia apenas quatro espécies de tigres dentes-de-sabre; todas foram extintas."

Veja Tambem Russia cria “Parque Jurassico” para clonar animais extintos

Regenerar 2,5 bilhões de anos de história evolutiva já é bastante difícil, mas os mamíferos de hoje também enfrentam taxas crescentes de extinção. Espécies criticamente ameaçadas, como o rinoceronte negro, correm alto risco de extinção nos próximos 50 anos. Os elefantes asiáticos, uma das duas únicas espécies sobreviventes de uma poderosa ordem de mamíferos que incluía mamutes e mastodontes, têm menos de 33% de probabilidade de sobreviver  que no século passado.

Os investigadores incorporaram essas esperadas extinções nos seus cálculos da história evolutiva perdida e ficou a duvida se os mamíferos existentes podem regenerar naturalmente essa biodiversidade perdida?

Usando computadores poderosos, simulações evolutivas avançadas e dados abrangentes sobre relacionamentos evolutivos e tamanhos de corpo de mamíferos existentes e extintos, os cientistas foram capazes de quantificar quanto tempo evolutivo seria perdido de extinções passadas e potenciais futuras, bem como quanto tempo levaria a recuperação.

Apresentaram um cenário de melhor caso do futuro, em que os humanos pararam de destruir habitats e erradicar espécies, reduzindo as taxas de extinção aos baixos níveis de fundo observados nos fósseis. No entanto, mesmo com esse cenário excessivamente otimista, os mamíferos levarão de 3 a 5 milhões de anos apenas para se diversificar o suficiente para regenerar os ramos da árvore evolucionária que devem perder nos próximos 50 anos. Levará mais de 5 milhões de anos para regenerar o que foi perdido das espécies gigantes da Idade do Gelo.

Veja Tambem Animais africanos conhecem a neve

"Apesar de termos vivido em um mundo de gigantes, castores gigantes, tatus gigantes, cervos gigantes, etc., agora vivemos em um mundo cada vez mais empobrecido de grandes espécies de mamíferos selvagens. Os poucos gigantes remanescentes, como rinocerontes e elefantes, correm o risco de desaparecerem muito rapidamente ", diz o professor Jens-Christian Svenning, da Universidade de Aarhus, que dirige um grande programa de pesquisa sobre mega fauna, que inclui o estudo.

A equipe de pesquisa não tem apenas más notícias. Seus dados e métodos podem ser usados ​​para identificar rapidamente espécies em risco de extinção e evolutivas, para que possamos priorizar os esforços de conservação e nos concentrarmos em evitar as mais graves extinções.

É muito mais fácil salvar a biodiversidade agora do que voltar a evoluí-la mais tarde

Fonte//ScienceDaily



sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Há um ‘Vórtice de Extinção Perigoso’ numa das florestas mais importantes do mundo

Séculos de exploração humana na Mata Atlântica do Brasil deixaram quase “limpa”, uma das florestas mais importantes do mundo.

Mais da metade das espécies de mamíferos da floresta subtropical foram destruídas desde que os europeus colonizaram a região no século 16, de acordo com o estudo publicado na revista PLOS One na terça-feira





A floresta foi reduzida de mais de 1,1 milhões de quilômetros quadrados (420.000 milhas quadradas) para apenas 0.143 quilômetros quadrados (0,06 milhas quadradas) desde a colonização no século 16, em grande parte de atividades humanas, como exploração madeireira e agricultura.



E essas atividades prejudicaram gravemente a biodiversidade da floresta.

Veja Tambem Apenas 13% dos mares do mundo estão intocados pelos seres humanos


"Esses habitats são agora manchas quase desertas e presas num vórtice de extinção em aberto. Esse colapso é sem precedentes tanto na história quanto na pré-história é diretamente atribuído à atividade humana", disse em comunicado Carlos Peres, um biólogo da Universidade de East Anglia e um dos principais autores do estudo.

Para entender  o impacto causado pelo homem nas populações locais de mamíferos, os investigadores compararam os inventários de mamíferos de médio e grande porte da floresta dos últimos 30 anos, com registos básicos de quando a área foi colonizada pela primeira vez por europeus no século XVI.



Analisaram espécies individuais, bem como grupos de espécies ecologicamente relacionadas, para ver quais foram as mais afetadas.

Os predadores , como jaguares e onças-pardas, bem como os herbívoros de grandes dimensões como as antas, estavam entre os mais atingidos.

Veja Tambem China vai abrir parque para pandas com quase um quinto da área de Portugal


Os mamíferos desempenham um papel crítico na ecologia florestal, particularmente regulando as populações e equilibrando a cadeia alimentar, ajudando as plantas a dispersar suas sementes com seus excrementos

"A diversidade de mamíferos da outrora majestosa Mata Atlântica foi amplamente reduzida a uma sombra pálida do que já foi", afirmou  Peres.



Fonte//SienceAlert