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domingo, 21 de abril de 2019

Cientistas mais perto da fusão nuclear


Cientistas da Universidade de Washington (EUA) conseguiram chegar á fusão nuclear num dispositivo do tamanho de uma mesa.

Embora ainda haja um longo caminho a percorrer, devido ao seu potencial e versatilidade, a tecnologia merece mais estudos e investimento.
A fusão nuclear acontece quando dois ou mais núcleos de um elemento se fundem e formam outro elemento, libertando energia. Este é o processo que acontece no interior das estrelas, como sol, quando quatro núcleos de hidrogênio se fundem para formar um átomo de hélio.
Estabilizar o processo é complicado, no entanto, principalmente pela dificuldade em controlar o plasma superquente que mantém a reação.


Photo Capan/iStock

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Em laboratório, os cientistas usam potentíssimos campos magnéticos para essa tarefa. Reatores chamados de “tokamaks”, como o da China, agitam seu plasma extremamente quente de tal forma que geram seus próprios campos magnéticos internos, ajudando a conter o fluxo. Esta abordagem permite que o plasma aqueça o suficiente para libertar uma quantidade crítica de energia. Mas o que ganha ao gerar calor perde na estabilidade a longo prazo.
Já outro tipo de dispositivo, como o “stellerator” alemão chamado de Wendelstein 7-X, depende de campos magnéticos aplicados externamente. Isso contribui para um melhor controlo sobre o plasma, mas também torna mais difícil alcançar as temperaturas necessárias para a fusão ocorrer.






Ambas essas tecnologias estão fazendo fortes progressos rumo ao poder da fusão. Mas os dispositivos são muito grandes e necessitam de complexos eletrônicos delicados, o que torna improvável vermos esses dispositivos diminuir o tamanho para uma versão doméstica ou móvel em breve.
Os investigadores do novo estudo trabalharam numa forma inicial de confinar o plasma chamada de Z-pinch.
Nos primeiros dias da pesquisa de fusão, esse método um pouco mais simples era usado para “lançar” um jato de plasma através de um campo magnético. O dispositivo usa a orientação específica do campo magnético interno de um plasma para aplicar o que é conhecido como força de Lorentz ao fluxo de partículas, forçando-as a se unirem.


Z-pinch Photo Wikipedia 

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De certa forma, o dispositivo não é diferente de uma versão em miniatura de um tokamak. Como tal, sofre de problemas de estabilidade semelhantes que podem fazer com que o seu plasma colida nos lados do seu recipiente.
Os cientistas resolveram retornar a essa tecnologia para encontrar uma maneira de gerar energia sem a necessidade das máquinas e ímans complicados ao redor do dispositivo.
A abordagem alternativa criada pela equipe de Washington para estabilizar o plasma num Z-pinch não apenas funcionou, como foi eficientemente usada para gerar fusão.
Para evitar as distorções no plasma que fazem com que ele escape dos limites da sua gaiola magnética, a equipe gerenciou o fluxo das partículas no plasma aplicando dinâmica dos fluidos. Em específico, algo chamado fluxo axial de cisalhamento.




Os físicos contaram com simulações de computador para mostrar que o conceito era possível. Usando uma mistura de 20% de deutério e 80% de hidrogênio, a equipe conseguiu manter estável uma coluna de plasma de 50 centímetros de comprimento por tempo o suficiente para alcançar a fusão, evidenciada por uma emissão de neutrões, de apenas 5 microssegundos.
Mas a estabilidade foi 5.000 vezes maior do que os cientistas esperariam sem que seu método fosse utilizado, o que demonstra que o princípio está pronto para um estudo mais aprofundado.
Gerar energia de fusão limpa e abundante é um sonho da ciência.
Essa nova abordagem para uma forma menos complexa da tecnologia de plasma poderia ajudar a remover pelo menos alguns dos obstáculos, e até se tornar numa fonte mais barata e mais limpa de produzir energia.


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quinta-feira, 7 de março de 2019

“Sol artificial” será concluído este ano na China


Em novembro passado, investigadores chineses anunciaram que o reator Experimental Advanced Superconducting Tokamak (EAST), um “sol artificial” projetado para imitar o processo de fusão nuclear que o Sol real usa para gerar energia, atingiu um marco histórico, alcançando uma temperatura de 100 milhões de graus Celsius.


Photo Youtube

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Agora, as autoridades estão dizendo que acreditam que vão concluir a construção de um novo sol artificial este ano, e afirmam que este dispositivo será capaz de atingir um marco na temperatura iônica, colocando-nos mais perto de aproveitar o poder da fusão nuclear.
No domingo, Duan Xuru, funcionário da Corporação Nacional Nuclear da China, anunciou durante a sessão anual da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês que os engenheiros concluiriam a construção do Tokamak HL-2M em 2019.





"O plasma do sol artificial é composto principalmente de elétrons e íons", disse Duan à comunicação social, de acordo com o Global Times , "e os dispositivos Tokamak existentes no país alcançaram uma temperatura dos elétrons de mais de 100 milhões de graus C no plasma central, temperatura iônica de 50 milhões de C, e é o íon que gera energia no dispositivo ”.






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De acordo com Duan, o Tokamak HL-2M conseguirá atingir uma temperatura de íon de 100 milhões de graus Celsius, cerca de sete vezes mais quente do que a temperatura real do íon do Sol. Isso vem de encontro com o que o Global Times chama de "um dos três desafios para alcançar o objetivo de aproveitar a fusão nuclear".
Se ele estiver certo, o dispositivo poderia servir de modelo para futuros reatores de fusão nuclear, realizando o sonho da energia limpa ilimitada, cada vez mais próximo de ser realidade.


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Fonte//Futurism





domingo, 23 de setembro de 2018

Criação de campo magnético coloca-nos mais perto da fusão nuclear

Os cientistas criaram um campo magnético que nos coloca mais perto do aproveitamento a fusão nuclear.

Energia limpa e barata é como um sonho para todos. Os cientistas há muito pensam que a fusão nuclear, o tipo de reação que alimenta estrelas como o Sol, pode ser uma maneira de fazer isso acontecer, mas tem sido muito difícil de conseguir.

Agora, estamos muito mais perto de  fazer isso acontecer.Físicos da Universidade de Tóquio (UTokyo) dizem que produziram o campo magnético mais forte e controlável.

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"Uma maneira de produzir energia de fusão é confinar plasma, um mar de partículas carregadas, num grande anel chamado tokamak para extrair energia", disse o cientista Shojiro Takeyama num  comunicado à imprensa .

O campo magnético que um tokamak exigiria é "muito semelhante ao que nosso dispositivo pode produzir", disse ele.

Para gerar o campo magnético, os pesquisadores da UTokyo construíram um dispositivo sofisticado capaz da compressão do fluxo eletromagnético (EMFC), um método que gera um campo magnético adequado para operações internas.

Usando o dispositivo, eles foram capazes de produzir um campo magnético de 1.200 teslas ,cerca de 120.000 vezes mais forte do que um ímã que se usa nos frigorificos.

 

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Embora não seja o campo mais forte criado ate agora, os físicos conseguiram mante-lo por 100 microssegundos, milhares de vezes mais do que as tentativas anteriores.

Eles também podiam controlar o campo magnético, de modo a não destruir os seus equipamentos como aconteceu anteriormente ao criar campos poderosos.

Como Takeyama observou na conferencia de imprensa, isso significa que o dispositivo da sua equipe pode gerar perto da força mínima do campo magnético e a duração necessária para a fusão nuclear  ser estável, e  coloca –nos a um passo da energia limpa ilimitada que sonhamos  quase  há um século .

 

Fonte//SienceAlert

quinta-feira, 28 de junho de 2018

A energia resultante da fusão está perto

Apesar de nos últimos 30 anos ter-se dito que a energia de fusão  comercialmente viável estava ainda muito longe, a Agni Energy Inc. tem um projeto  para desenvolver um reator de fusão que, diz a empresa está mais perto que nunca.

Os reatores nucleares fazem uso de um processo chamado de fissão nuclear, que liberta energia ao separar átomos criando neste processo subprodutos radioativos que devem ser armazenados, o que constitui um grande problema.

A fusão, pelo contrário (que em vez de separar, une os átomos)  conseguem libertar  mais energia do que a fissão nuclear, sem os subprodutos prejudiciais .

Mas como funcionam os reatores de fusão nuclear?

A grande maioria aquece o plasma a temperaturas elevadíssimas  através de lasers ou feixes de iões e,  em alternativa, comprimem o plasma com ímanes a densidades extremamente elevadas.

No entanto, ambos os métodos são difíceis e os feixes exigem muita energia para o sistema funcionar. Os ímanes são também um problema dado que se energizarmos o plasma, podemos não conseguir manter os átomos estáveis o suficiente para conter toda a energia.

Este novo projeto usara campos elétricos e magnéticos para criar um dispositivo híbrido de fusão que, em vez de tentar fundir os átomos , projeta um feixe de átomos contra um alvo sólido, fazendo com que os átomos do feixe se fundam com os átomos do sólido.

O feixe é composto por deutério, um isótopo de hidrogénio pesado com apenas um neutrão. Já o alvo consiste em trítio, um hidrogénio pesado com dois neutrões. É  usado  hidrogénio por ser o elemento mais leve. Na fusão, os elementos mais leves produzem mais energia.

As lentes magnéticas estabilizam e excitam os átomos do feixe e, quando  este  atinge o alvo, os dois tipos de átomos de hidrogénio fundem-se e libertam neutrões de alta energia, que podem ser usados para aquecer agua e alimentar turbinas a vapor.

O subproduto desta fusão é  hélio não tóxico e um pouco de trítio, que pode ser reutilizado como combustível.

A equipa que está por trás desta nova ideia disse ser capaz de ajustar os átomos, tanto no alvo como no feixe, através de um ajuste na polarização do spin. Ao inclinar os spins, os cientistas podem ultrapassar a barreira de Coulomb, ou “as forças que repelem átomos que ficam muito próximos”, fazendo com que os átomos consigam estar próximos o suficiente para propiciar uma reação de fusão nuclear fazendo com que se espalhem menos átomos, aumentando assim a energia que é aproveitada.